terça-feira, 24 de julho de 2007

Sobre efemeridade e afins

Parou.
Percebeu o espelho ao seu lado que lhe mostrava ao fundo uma senhora, iluminada pela claridade vinda da janela onde perdia-se a contemplar a paisagem.Feição séria,rugas lhe
cobriam o rosto,as mãos.Percebia-se o seu pensamento longe.No passado.Talvez.

Voltou-se para si no espelho a moça.Lentamente passou a mão no rosto notando uma marca
de expressão que antes não estava alí.Caiu em si.Percebera de fato que envelhecia.Sentiu um leve afligir,rapidamente controlado,mas que a levou a pensar do porque de estar alí.Que razão tem o existir?

Sentiu q o tempo se apressara em passar ao longo dos anos e faltava muito a construir,
realizar.Lembrou-se dos sonhos perdidos e abandonados.Tentou conta-los e se perdeu.

O medo soprava como uma brisa suave em seu corpo.Medo do porvir.Como o passado condenado pelos dias que se repetiam martelavam na mente daquela moça que,aos
poucos se conformava com a sorte que tinha.

-Mas ainda sou jovem.

Pensou como que num contento aliviado.O mundo é para os jovens mas a juventude
não é eterna.Voltou a moça para os seus afazeres sem perceber a senhora que,deixando
escapar algumas lágrimas,fechou os olhos.

E partiu.

2 comentários:

CL disse...

conhecendo seu espaço...vou te linkar e voltar mais vezes!

Lua Durand disse...

que lindo.

sem palavras.

Au Revoir